sexta-feira, 18 de maio de 2012

FILME FLOR DO DESERTO

COMO COMENTEI EM SALA DE AULA... 

Segundo a ONU, 6 000 meninas no mundo sofrem mutilação genital todos os dias. A ex-top model Waris Dirie tinha apenas 3 anos quando foi vítima da absurda prática, fundada na ignorância de que “mulher pura” não pode sentir prazer durante o sexo.
Nascida em uma família de nômades na Somália, hoje ela tem 45 anos e viaja o mundo denunciando o abuso. Já conseguiu mudar leis retrógradas de vários países. Sua impressionante história sustenta o drama “Flor do Deserto”. Quando o filme começa, Waris (interpretada pela etíope Liya Kebede, também modelo) já está em Londres. Sem visto e morando nas ruas, ela faz amizade com uma espevitada lojista inglesa (a divertida Sally Hawkins, de Simplesmente Feliz). As diferenças culturais entre ambas vão fazer Waris entender a violência sofrida na infância. Enquanto acompanha a jovem ser descoberta por um fotógrafo (Timothy Spall, da série Harry Potter) e o mergulho dela no mundo da moda, o espectador conhece detalhes de seu passado por flashbacks.
Aos 12 anos, prometida em casamento pelo pai a um homem bem mais velho, Waris fugiu de casa. Descalça, atravessou um deserto até a capital somali, Mogadíscio. Mais tarde, seguiu para a Inglaterra e foi trabalhar como faxineira na embaixada de seu país. Embora algumas passagens estejam mal costuradas, é impossível deixar de se envolver com uma narrativa tão forte. Não fica muito claro como uma imigrante ilegal, que não sabia falar inglês nem andar de salto alto, conseguiu se tornar modelo internacional de uma hora para outra. A diretora prefere montar belas tomadas em câmera lenta de Waris desfilando do que explicar sua evolução. Por outro lado, o retrato da vida no deserto revela-se bastante autêntico. Sem ser explícita, a cena sobre a brutal mutilação consegue chocar e emocionar.
Através de sua história Waris Dirie conseguiu falar de uma assunto que até então era visto como um tabu pelo planeta. Hoje a ex-modelo é embaixadora especial da ONU contra mutilação feminina. Ela estabeleceu uma fundação com o fim de chamar a atenção para o problema e ajudar as meninas mutiladas se tornando uma das principais defensoras da erradicação dessa prática.
Estreou nos cinemas em 25/06/2010.

Olha o link do filme no You Tube http://www.youtube.com/watch?v=rr30EWKuSrI

Bjim!

terça-feira, 15 de maio de 2012

ATENÇÃO, ALUNOS QUERIDOS!

Olá, Gente!
Como falei nas aulas...vocês têm a opção de copiar ou imprimir:

1- A postagem do dia 11 de março de 2012 (Biografia de Castro Alves / Trecho do poema Navio Negreiro com exercícios);
2- As postagens de Sousândrade e o poema "Guesa Errante", ambos postados no dia 14 de maio de 2012.

Tudo isso no caderno para eu vistar, ok?
Beijocas multicores!
Divirtam-se! 
Prof(a) Cláudia.

Rigor na correção da redação do Enem deve crescer


O Ministério da Educação (MEC) estuda a criação de parâmetros mais objetivos para a correção das redações dos candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Segundo o ministro Aloizio Mercadante, a ideia é ter um “rigor” maior na hora de avaliar a nota da redação.
“Nós estamos trabalhando fortemente para ter uma matriz de correção que dê bastante segurança em relação à objetividade, porque texto sempre tem alguma subjetividade. Vamos aumentar o rigor da correção para dar objetividade, critérios bem definidos e bastante segurança ao aluno”, disse o ministro em evento no Rio de Janeiro.
Segundo ele, os critérios já serão usados na correção da próxima edição do Enem, que será realizada em outubro ou novembro. “Estamos discutindo todas as alternativas, partindo das experiências internacionais para criar uma metodologia que seja bastante objetiva em relação aos critérios, isto é, que os alunos saibam quais são os critérios de correção da prova para ele poder ter segurança na redação que ele vai fazer. E que, quando houver divergência entre os avaliadores, a arbitragem seja muito eficiente”, disse Mercadante.

 
É ficar atento, Meu Povo!
Prof(a) Cláudia.

segunda-feira, 14 de maio de 2012


O Guesa Errante 
A inspiração desta postagem vem do poema O Guesa Errante e de seu autor, Sousândrade. Contemporâneo de Baudelaire e verdadeiro patriarca das vanguardas brasileiras, Joaquim Manuel de Sousa Andrade ( 1833-1902), escreveu O Guesa, sua obra mais importante, entre 1858 e 1888, como uma epopéia dramática narrativa em 13 Cantos, dos quais permaneceram inacabados os cantos VI, VII, XII e XIII. Épico íbero-americano, o poema conta a trajetória do Guesa, personagem lendária colhida no culto solar dos índios Muyscas da Colômbia.
O Guesa, cujo nome significa errante, sem lar, era uma criança roubada aos pais e destinada a cumprir o mito de Bochica, o deus-sol. Educada no templo da divindade até os 10 anos de idade, deveria então trilhar o percurso do Suna até seu sacrifício ritual aos 15 anos, quando seria atado a uma coluna – um marco equinocial instalado em uma praça circular - e morto a flechadas. Diante dos sacerdotes – também chamados xeques - seu coração era arrancado e entregue em oferenda a Bochica, com seu sangue sendo recolhido em vasos sagrados. Completada a cerimônia, abria-se uma nova indicção ou ciclo astrológico de 15 anos, com o rapto de outra criança – um novo Guesa – que deveria suceder à vítima imolada.
Constituindo unidades estilísticas autônomas, foram integrados à narrativa  dois momentos de inferno, construídos como uma Walpurgisnacht  em diferentes cenários do Novo Mundo. Enquanto O Inferno de Wall Street,  apresenta uma visão vertiginosa do capitalismo, em seu apogeu no século XIX, sob a forma de uma montagem de jornais da época, citações, referências mitológicas e históricas, em uma atmosfera de sarabanda infernal no cenário da bolsa de Nova York, a dança-pandemônio do Tatuturema se inicia às margens do Rio Solimões durante uma celebração em homenagem à entidade mitológica Jurupari, um legislador que remonta ao antigo mito das Amazonas.
Enquanto estão sentados ao redor do fogo, os nativos cantam uma canção trágica e melancólica que diz que “com a chegada dos brancos nossas mulheres foram raptadas, nossos filhos escravizados e nossas terras roubadas. Em troca recebemos  uma civilização corrupta, administrada por políticos desonestos que introduziram em nosso meio as doenças, a luxúria e uma religião hipócrita, pregada por padres sem Deus”. Durante a dança-selvagem do Tatuturema, que é descrita como a “dissolução do inferno em movimento”, desfilam índios antropófagos e aculturados, políticos, juízes, padres e capitães do mato, além de entidades mitológicas da fauna amazônica e personagens da História do Brasil, que irrompem como verdadeiros fantasmas em plena floresta.
Sousândrade lembra que “a transformação de Jurupari de deus pagão em demônio foi obra e graça dos catequistas”. E acrescenta:
 - Como na maioria dos casos, não podiam extirpar as crenças indígenas, alicerçadas em várias gerações, delas se aproveitaram como veículo. No caso de Jurupari foi mais fácil transformá-lo em Satanás do que negar sua existência.
Se no Tatuturema a degradação do seu semelhante provoca no jovem Inca um sentimento de indignação e dor, no episódio do Inferno de Wall Street o Guesa termina sendo assassinado pelos escroques e especuladores da Bolsa de Nova York.
A estrofe 6 do poema forneceu as informações: Eram dias de estanco/ Das conquistas da Fé/ Por salvar tanto ímpio/ Gentio.../ - Maranduba, Abaré, que foi construído com o propósito de representar o longo processo de colonização imposta pela cultura européia sobre os habitantes do Novo Mundo.


EXERCÍCIOS 

Considere as afirmações a seguir sobre o poema "Guesa Errante", do poeta romântico maranhense Joaquim de Sousa Andrade, ou Sousândrade.

I - Este poema narrativo baseia-se numa lenda quíchua, originada em regiões da Bolívia e do Peru.
II - A palavra "Guesa" significa GUEIXA ; em razão do assunto central do poema: uma criança japonesa roubada de seus pais que, depois de longas peregrinações, acaba sendo sacrificada ao deus Sol.
III - Apesar de distanciar-se dos processos de composição típicos do Romantismo, Sousândrade conserva, neste poema, a aspiração de definir uma identidade brasileira.

Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas I e II.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.

Como não dá para estudarmos tudo em sala de aula...lá vai mais uma biografia! Dessa vez vamos estudar Sousândrade!  BOA LEITURA!



Sousândrade (1833 - 1902)
Nascido em 09 de julho de 1832, na vila de Guimarães, termo da então comarca de Alcântara no Estado do Maranhão, Joaquim de Souza Andrade ou Sousândrade, como o poeta gostava de ser chamado, possui uma obra poética original e inovadora para sua época, embora ainda bastante desconhecida do público. Durante anos, seus poemas ficaram esquecidos, sendo resgatados a partir de 1950. Sousândrade era filho de comerciantes de algodão, produto de grande exportação na época e que tinha o Maranhão como sua principal fonte de produção. Por isso, teve condições financeiras de estudar na Europa onde graduou-se em Letras pela Universidade de Sorbonne (Paris), além de ter cursado nessa mesma cidade o curso de Engenharia de Minas. Durante esse tempo de estudos na Europa, viajou para outros países, entre eles Portugal, Alemanha e Inglaterra. Nesses, entrou em contato com a poesia de grandes poetas como Baudelaire, Cesário Verde, Hördelin, Keats e tantos outros, o que influenciaria na formação de suas obras.

Em 1870, fixou residência nos Estados Unidos, pois sua filha foi estudar no Sacred Heart em Nova Iorque. No período de 1871 a 1879 foi secretário e colaborador do periódico O Novo Mundo, dirigido por José Carlos Rodrigues em Nova Iork (EUA). Voltou para São Luís no final do reinado de Dom Pedro II para lecionar no Liceu maranhense, comemora com entusiasmo a Proclamação de República. Participou ativamente da política naquele estado, sendo ativista da causa republicana.

Republicano convicto, em 1890 foi presidente da Intendência Municipal de São Luís – MA. Realizou a reforma do ensino, fundou escolas mistas e idealizou a bandeira do Estado. Foi candidato a senador, em 1890, mas desistiu antes da eleição. No mesmo ano foi presidente da Comissão de preparação do projeto da Constituição Maranhense.

Sua poesia contém algumas características da geração romântica, como a presença do nacionalismo e da nostalgia da terra querida, aliadas a uma forte preocupação social. Embora, alguns críticos classifiquem sua obra como pertencente à geração condoreira, ela possui elementos da poesia modernista, entres eles reflexões sobre a modernidade e a vida nas grandes cidades, valorização da cultura popular.

Sobre sua poesia, o poeta Augusto de Campos afirmou: "no quadro do Romantismo brasileiro, mais ou menos à altura da denominada 2ª geração romântica (conceito cronológico), passou clandestino um terremoto. Joaquim de Sousa Andrade, ou Sousândrade, como o poeta preferia que o chamassem, agitando assim, já na bizarria do nome, aglutinado e acentuado na esdrúxula, uma bandeira de guerra." Foi um poeta extremamente inovador para seu tempo, cuja obra apenas recentemente passou a ser estudada.

Publicou “Harpas selvagens”, em 1857, e "Harpa de Ouro" (1888/1889), porém sua obra mais importante é o longo poema “Guesa Errante”, publicado enquanto Sousândrade ainda estava nos Estados Unidos. Escrito entre 1858 e 1888, composto por treze cantos e inspirado em uma lenda andina na qual um adolescente, o Guesa, seria sacrificado em oferecimento aos deuses. O índio, porém, consegue fugir e passa a morar em uma das maiores ruas de Nova York, a Wall Street. Os sacerdotes que o perseguiam estão agora transformados em capitalistas da grande cidade de Nova Iork e ainda querem o sangue do Guesa, que vê o capitalismo consolidado como uma doença.
Dotada de pinceladas autobiográficas, o Guesa Errante denuncia o drama dos povos indígenas à exploração dos povos europeus.
Veja um trecho do poema:
(...)
"Nos áureos tempos, nos jardins da América
Infante adoração dobrando a crença
Ante o belo sinal, nuvem ibérica
Em sua noite a envolveu ruidosa e densa.

"Cândidos Incas! Quando já campeiam
Os heróis vencedores do inocente
Índio nu; quando os templos s'incendeiam,
Já sem virgens, sem ouro reluzente,

"Sem as sombras dos reis filhos de Manco,
Viu-se... (que tinham feito? e pouco havia
A fazer-se...) num leito puro e branco
A corrupção, que os braços estendia!

"E da existência meiga, afortunada,
O róseo fio nesse albor ameno
Foi destruído. Como ensanguentada
A terra fez sorrir ao céu sereno!
(...)
Obra que foi sucessivamente ampliada e corrigida, "Guesa Errante" utiliza recursos expressivos, como a criação de neologismos e de metafóras vertiginosas, que só foram valorizados muito depois de sua morte. Faleceu em 21 de abril de 1902, no Hospital Português, em São Luís. Os originais de suas últimas produções tornaram-se papel de embrulho nos comércios da cidade.


Ouvi dizer já por duas vezes que o Guesa Errante será lido 50 anos depois; entristeci – decepção de quem escreve 50 anos antes.” (Sousândrade)

quinta-feira, 10 de maio de 2012

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Bem antes de paticipar do movimento grevista, eu já davia proposto uma grande dicussão sobre o tema. Temos que banir qualquer tipo de preconceito e a violência contra a mulher é uma bandeira defendida por mim, além de ser um crime de gênero.
Assim que terminarmos essa discussão, postarei os trabalhos dos alunos aqui.
Vamos participar e defender essa bandeira?

A LUTA CONTINUA!

Após meses sem escrever no blog...venho falar da greve! Foram mais de 50 dias de luta...

A Assembleia do dia 02/5/2012 ficará marcada na história do movimento e da categoria de Professores. Apesar da dureza do debate, terminamos a Assembleia de forma respeitosa e sem as cenas de agressões que eram costumeiras.
Nenhum de nós ficou satisfeito com a proposta. Aliás, ficou claro que nossa opção pela suspensão foi tão somente em função das dificuldades de manter um movimento que sofreu tantas agressões e que sua continuidade poderia significar um sacrifício desnecessário a uma parte da categoria neste momento.
Eu defendi convicta a suspensão. Sei que muitos lutadores aguentariam continuar no movimento, mas tenho a visão de que quando uma greve necessita do sacrifício de alguns, é que chegou o momento de reorganizá-la, fortalecê-la e retomá-la no momento adequado com a massa da categoria.
A nossa luta é por reestruturação do plano de carreira que garanta a isonomia salarial com as outras categorias de nível superior do GDF, não para melhorar esta proposta que foi apresentada. Foi por isso que defendi a suspensão, pois entendo que é melhor darmos um intervalo agora, mas com a categoria unida em Assembleia, do que deixar o movimento acabar nas escolas, mesmo que sem decisão coletiva.
Agora é retomar a mobilização, manter a divulgação das nossas reivindicações na sociedade, denunciar a intransigência deste Governo, reforçar os delegados sindicais e continuar o processo de negociação. A greve foi suspensa, não finalizada e se for necessário retomá-la a qualquer momento, não tenho dúvidas, novamente teremos a resposta positiva da categoria.
Por fim, quero lembrar a todos que a Tidem foi conquistada em duas greve feitas no mesmo ano, tomara que não seja necessário fazer o mesmo para conseguir sua incorporação ao vencimento.
Por fim, registro aqui meu respeito e aplausos aos membros do Comando de Greve, aos piqueteiros, aos que dormiram no acampamento, ao que fizeram a ocupação e aos milhares que fizeram esta greve. Se nós não saímos com vitória financeira neste momento, tenho certeza que todos têm o maior orgulho de terem participado desta caminhada.