quinta-feira, 21 de junho de 2012

LUCÍOLA

Vamos à bela Lúcia! INDICO TAMBÉM TRECHOS DA NOVELA "ESSAS MULHERES" DA TV RECORD NO YOU TUBE QUE TRATAVA DA TRILOGIA DE ALENCAR: LUCÍOLA, SENHORA E DIVA! Foi muito boa a adaptação das obras! Vale a pena assistir!

LUCÍOLA

Paulo se encontrou com Lúcia pela primeira vez em uma rua do Rio de Janeiro, seu primeiro contato foi lhe entregar o leque que ela acabara de deixar cair. Desde esse momento Lúcia o amou – como mais tarde revelou a ele.

Mais tarde eles se encontraram em um dos bailes e foram apresentados por Sá, amigo de Paulo. Daí em diante os dois se ligaram eternamente. Nos dias seguintes a essa apresentação, ele foi ter com Lúcia na casa dela. Depois de conversarem um pouco ela, com uma sensualidade e ferocidade distinta, fez seu serviço – Lúcia era uma prostituta.

Tratava se de uma jovem de 19 anos, uma das mais belas da corte. Tinha amantes por seis ou menos meses e depois se separava deles para sempre. Era rica e avarenta e a grande maioria dos homens a desejava.

Paulo era um recém chegado ao Rio. Não era um homem rico, na verdade, afirmava ser pobre. Era um homem simples. Viera para a corte para iniciar uma vida, ou seja, firmar-se em uma profissão e fazer uma família.

Desde a primeira fez que estiveram juntos, ele já a desejava. E foi assim que foram a um jantar na casa de Sá. Na verdade se tratava de uma noite de orgia preparada. Eram quatro cavalheiros – dentre eles Paulo, Sá e Couto – e quatro mulheres, uma para cada um deles. Lúcia e Paulo eram um casal.

Primeiro findariam a refeição e poriam fim ao alto consumo de bebidas para depois vir a segunda parte, às duas horas da manhã, para preservarem a “inocência dos criados”. Depois de comer e beber, Sá pediu atenção aos quadros na parede e assim que todos observaram, Lúcia começou uma apresentação sensual de representação das obras.
Paulo, que pedira a ela que não fizesse tal coisa, se retirou da sala. Porém ainda observou algumas ações pela porta entreaberta. Acabada a apresentação, Lúcia foi para fora também, lá ela e Paulo desculparam-se. Ele que não queria ser tão radical ao sair da mesa e ela por ter sido tão baixa com aquela demonstração. Assim, os dois se perdoaram e juraram que estariam juntos. E dormiram ali fora.

Daí para frente Lúcia e Paulo se tornaram amantes. Ele fora declarado por ela dono e senhor dela própria e da casa em que viviam – posição que a nenhum outro ela concedera – e ele ficava lá tendo permissão para sair apenas nas terças e quintas. Assim passaram por uma pequena existência.

Foi quando Paulo se encontrou com Sá que um problema os atingiu. Afirmavam por toda a corte que Lúcia o sustentava, visto que a moça não aparecia mais nos bailes, não se via vestidos e jóias chegando a seu endereço e ainda não a viam ocupando nenhum camarote no teatro. Depois dessa os dois tiveram o primeiro “rompimento”.

Lúcia, que dizia obedecer qualquer vontade de Paulo, no mesmo dia procurou a Couto, um velho rico. Assim as acusações se findariam. Ele os viu juntos pela manhã e quando à tarde foi até a casa dela, encontrou- a arrumando-se para sair com ele. Porém, Lúcia vendo que isso não agradava a Paulo imediatamente tirou o vestido e mandou falou a Couto que não iria, mas Paulo disse-lhe para ir e assim ela fez. No dia seguinte já estavam unidos novamente.

Viviam juntos em sua casa, até que com o tempo o fogo que tinham foi acabando e o relacionamento já não era como antes. Lúcia temia estar com Paulo, no entanto a presença dele a alegrava e era a única coisa que desejava. Foi assim que uma vez separados ela foi à casa dele, onde organizou tudo, e depois se reconciliaram. Nessas circunstâncias, um homem desprezível chamado Jacinto entrou para a convivência deles.

Assim que Lúcia o declarou como apenas uma espécie de criado, Paulo se aquietou.
Nesse tempo, Lúcia já passara a dormir em outro quarto, muito mais simples e casto, suas roupas também neste tempo tinham se tornado simples. Os dois viviam apenas desfrutando a companhia de um e outro. Foi então que Paulo, querendo fazer uma surpresa, chegou à casa de Lúcia silenciosamente, porém o que viu foi Jacinto dando-lhe algo que parecia ser dinheiro no antigo quarto dela, onde os lençóis estavam todos bagunçados.

Paulo sentia-se traído. Porém mais tarde descobriu, ouvindo o próprio Jacinto contar, que os lençóis estavam bagunçados porque veio ali um comprador que quis avaliar os móveis e seu estado, e que o que ele entregava a ela eram os papéis da venda daquela casa e a compra de um sítio mais afastado.

Uma nova fase na vida de Lúcia e Paulo começou. Ela mudou-se para o tal sítio e ali vivia com sua irmã, Ana, que tinha doze anos. Paulo freqüentava a casa assiduamente, ele e Lúcia viviam uma espécie de amizade, ele muitas vezes desejava mais, mas Lúcia afirmava que o maior bem que poderia ter era a presença dele, e que estarem juntos era impossível, ainda mais que podia lhes ocorrer uma gravidez, o que para ela seria terrível. Ter que doar parte de sua alma e da dele que estava nela para o nascimento de um filho.

Assim viviam em uma grande simplicidade. Nesse tempo Lúcia contou a ele sua história, de como era uma menina pobre e que vira todos que amava, ou seja, sua família, sofrerem com a febre amarela e ela, sendo a única sadia, acabou prostituindo-se no máximo de sua inocência para conseguir dinheiro para socorrer a família. Contou ainda como Couto a iniciara e ainda como, depois de curado, o pai a expulsou de casa ao saber a origem do dinheiro. Isto fez com que ela realmente se firmasse na profissão. Seu verdadeiro nome era Maria da Glória, mas chamava-se Lúcia pois havia assumido o nome de uma amiga que teve e com quem dividiu a casa. Quando ela morreu, Maria da Glória fez o óbito em seu nome e se tornou Lúcia, dando à sua família não mais uma filha prostituta, mas só a boa filha que morrera. Foi para a Europa como Lúcia e quando voltou encontrou apenas Ana viva.

Lúcia então entregara toda a sua riqueza para a irmã e vivia apenas do pouco que ganhava trabalhando – não mais como prostituta. Por fim, Lúcia pediu a Paulo que se cassasse com Ana, pois assim eles mesmos seriam eternamente ligados e ele encontraria em Ana ela mesma.

Depois disso, Lúcia adoeceu. A verdade era que estava grávida de Paulo e para ela era a hora de partir, servindo ela mesma de túmulo para o filho. Foi assim que em seus últimos momentos declarou que amara Paulo desde a primeira vez que se viram e pediu-lhe mais uma vez para que se cassasse com Ana, mas Paulo disse que não seria capaz, então Lúcia o incumbiu de ser como um pai para a menina, e ali, em um último beijo, ela partiu.

Paulo nunca se casou, vivia na lembrança de seu amor por Lúcia e servindo a Ana, que estava feliz e casada, como um pai.

IRACEMA - A VIRGEM DOS LÁBIOS DE MEL

Vamos a todo vapor pelo Mar do 2º Bimestre...vamos navegar?

Eis que coloco o 1º Resumo  do Trabalho de Literatura...IRACEMA - A VIRGEM DOS LÁBIOS DE MEL DE ALENCAR! Deliciem-se!

IRACEMA

Iracema era a filha do pajé Araquém da tribo dos tabajaras. Em um dia quando banhava em um rio chegou até ela um estrangeiro, Martim. Assim que o viu a observá-la o atacou com uma flecha, mas a expressão de Martim foi tal que Iracema viu a mágoa que causara e assim se perdoaram. Seguiram então para a tribo da jovem índia, onde ele foi hospedado. Rapidamente os dois se apaixonaram, mas Iracema era a virgem de Tupã o que tornava o amor deles proibido.

Em uma noite ela levou Martim ao bosque da Jurema onde lhe ofereceu uma bebida que o adormeceu e lhe proporcionou rever em sonhos seus melhores momentos e suas esperanças. Nos seus sonhos chamou por Iracema que se reclinou sobre o estrangeiro, novamente ele a chamou, mas assustada ela o deixou adormecido e foi embora, quando retornava do bosque encontrou-se com Urapuã, o chefe dos guerreiros.

Esse tinha visto o estrangeiro sair com a virgem e agora queria matá-lo acreditando que Iracema havia se entregado ao estrangeiro, ela se opôs dizendo que não permitiria e assim Urapuã jurou matar Martim, e foi embora. Iracema ficou a velar Martim. Ele ao acordar pela manhã encontrou Iracema na entrada do bosque. Ela estava triste, a situação não permitia que eles ficassem juntos, Martim resolveu que o melhor era que ele partisse.
Mas sua vida corria perigo, e por isso Iracema foi à tribo dos pitaguaras, rivais dos tabajaras, ter com o amigo de Martim, Poti o maior guerreiro. Logo ele veio ao encontro de seu amigo para lhe ajudar na fuga. Ouviram Iracema que aconselhou a partida durante a festa da lua das flores, pois ninguém estaria prestando atenção.
Na espera para o dia da festa, Iracema e Martim ficaram juntos e Tupã perdeu sua virgem. Chegado o dia da fuga, Iracema os acompanhou, mas quando já estavam fora das terras dos tabajaras a índia declarou que não podia se separar do estrangeiro e seguir com ele. Estavam adiantados, mas quando os guerreiros tabajaras acordaram seguiram o rastro deles e depois de um tempo os alcançaram, iniciaram uma batalha e Iracema lutou contra os da sua tribo. O cão de Poti guiou os guerreiros da pitaguara que socorreram Martim e Poti e esses saíram vencedores.

Por um tempo a tristeza pertubou Iracema que traíra sua tribo, mas Martim fazia sua alegria. Os três foram caminhando pelas terras dos potiguaras até que chegaram ao mar onde se instalaram. Lá viviam também outros índios, tribos de pescadores mais à margem dos braços do rio e tribos caçadoras mais pra dentro da mata.
Depois de um tempo Martim e Poti foram ter com o grande chefe dos pitiguaras e ali o viram morrer. A alegria agora morava na alma de Iracema, banhava-se com alegria no rio e foi nesse tempo que deu alegria a Martim anunciando a espera de um filho. Martim então se fez grande guerreiro na tribo dos pitiguaras e assim tornou-se um deles recebendo o nome de Coatiabo e festejaram até a manhã.

A alegria morou ainda por muito tempo na cabana, mas em certo tempo a saudade de seus irmãos e da pátria apertou o coração. Martim saía para as batalhas contra os taputingas que, em aliança com Irapuã, vinham combater a nação dos pitiguaras.
Nessas partidas Iracema se entristecia, agora ainda mais por que via nos olhos de seu esposo a saudade que tinha de sua terra natal. Partiu Martim pra nova batalha. Essa contra os guaraciabas. Novamente os pitiguaras venceram e enquanto comemoravam a vitória Iracema deu a luz ao filho Moacir, o filho da dor. Iracema mergulhada numa tristeza profunda passou a esperar por seu esposo com o filho nos braços, por causa da tamanha tristeza ela perdeu o apetite e as forças.
Martim regressou e teve com seu filho, a graça de ser pai lhe reacendeu o amor, mas Iracema se enfraqueceu e acabou morrendo. Não tendo mais motivos para se prender àquelas terras o estrangeiro partiu com o filho para sua terra natal, prometou voltar e assim o fez depois de alguns anos. Aquela terra guardava uma amarga saudade, que lhe rendeu abundantes lágrimas que só se findaram quando ele tocou a terra onde repousava sua amada.

Martim veio acompanhado de homens de “sua espécie” e um sacerdote de sua religião, fundaram ali a mairi dos cristãos, o fiel amigo Poti que sempre o esperara foi o primeiro a adotar a religião. O Deus verdadeiro chegou àqueles povos, Martim lutou novamente a favor dos pitiguaras e com emoção lembrava os momentos que tivera com Iracema naquelas terras.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Como cuidar bem de você mesmo e com os outros...



1.    Caminhe de 10 a 30 minutos todos os dias e sorria enquanto caminha.  


 
2.    Ore na intimidade com Deus pelo menos 10 minutos por dia, em segredo, se for necessário.


3.    Escute boa música todos os dias. A música é um autêntico alimento para o espírito.


4.    Ao se levantar de manhã, fale "Deus, meu Pai, Te agradeço por este novo dia". 


5.    Viva com os 3 "E": Energia, Entusiasmo e Empatia.




6.    Participe de mais brincadeiras do que no ano passado.


7.    Sorria mais vezes durante o dia.


8.    Olhe para o céu pelo menos uma vez por dia e respire fundo.




9.    Sonhe mais, estando acordado.


10. Coma mais alimentos que crescem nas árvores e nas plantas, e menos alimentos industrializados. 




11. Tome chá verde, muita água e um cálice de vinho ao dia. Cuide de brindar sempre por alguma das muitas coisas belas que existem em sua vida e, se possível, faça em companhia de quem você ama.




12. Semeie alegria por onde você esteja. Faça rir pelo menos 3 pessoas por dia.


13. Elimine a desordem de sua casa, seu carro e seu escritório. Deixe que uma nova energia flua em sua vida.


14. Não gaste seu precioso tempo em fofocas, coisas do passado, pensamentos negativos ou coisas fora de seu controle. Melhor investir sua energia no positivo do presente.




15. Tome nota: a vida é uma escola e você está aqui para aprender. Os problemas são lições passageiras, o que você aprende com eles é o que fica.


16. Tome o café da manhã como um rei, almoce como um príncipe e jante como um mendigo.




17. Não deixe passar a oportunidade de abraçar quem você ama. Um abraço!


18. A vida é muito curta para você desperdiçar o tempo odiando alguém.


19. Não precisa ganhar cada discussão. Aceite a perda e aprenda com o outro.


20. Não compare sua vida com a dos outros. Você não sabe como foi o caminho que eles tiveram que trilhar na vida.


21. Lembre que você não tem o controle dos acontecimentos, mas sim do que você faz deles. 


22. Aprenda algo novo cada dia.




23. O que os outros pensam de você não é de sua conta.




24.  Ajude sempre os outros. O que você semeia hoje, colherá amanhã.


25.  Ame sempre com todo o seu ser.
 

26. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem o que você precisa.




27. Faça, pelo menos, uma viagem por ano...Mas desfrute da viagem da vida. Você só tem uma oportunidade, tire dela o maior proveito.



 
28. Cada noite, antes de deitar, agradeça a Deus por mais um dia vivido.


Tenham um ótimo feriado!
Bjim!






terça-feira, 5 de junho de 2012

EU, CAÇADOR DE MIM...

Por tanto amor
Por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz
Manso ou feroz
Eu caçador de mim ... ♪ 
Somos uma soma de nossas experiências e decisões, mas como definir algo totalmente norteado por emoções? Somos, então, o que sentimos? Ou somos o que buscamos? A busca por coerência em fazer, pensar e sentir é um exercício de mortificação do querer por querer, é ter consciência da necessidade de procurar ser melhor para si mesmo e em benefício do outro, para que nossos paradoxos interiores não machuquem aqueles que estão ao nosso redor...

Preso a canções
Entregue a paixões
Que nunca tiveram fim
Vou me encontrar
Longe do meu lugar
Eu, caçador de mim ...

Quando queremos nos encontrar faz-se essencial libertar-se de certos hábitos. Acreditar que tudo tem sim, um fim! Somente a busca irá durar, até um desfecho que, se revelar uma vida ornamentada com a beleza da pureza de sentimentos e o testemunho de generosidade e verdade, pode abrir-se à Eternidade...
Nada a temer senão o correr da luta
Nada a fazer senão esquecer o medo
Abrir o peito a força, numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura ...
Mas, em todas essas coisas, somos mais que vencedores pela virtude daquele que nos amou (Rm 8: 37). Se confiamos na Verdade da Salvação, o medo tende a perder-se pelo caminho. Abrir-se ao que te faz um ser humano melhor, buscar força no que é certo, no que dá sentido a vida e nos afasta do vazio que nos é oferecido. Evitar o que não nos edifica! Estar unido ao Amor que não acaba, que não se cansa...

Longe se vai
Sonhando demais
Mas onde se chega assim?
Vou descobrir
O que me faz sentir
Eu, caçador de mim ... ♪              

No final das contas, deveríamos ter a consciência de que o que importa é não parar de lutar, não parar de tentar descobrir-se, conhecer-se. Não deixar que o momento, o prazer, o atraente nos amorteça, ao ponto de nos desviar de nosso caminho. Sonhar, planejar, imaginar, faz parte do processo de encontrar-se. Que o 'não posso', 'não consigo', 'é impossível', sejam insignificantes diante da vontade de ser, de fazer a diferença. Que as limitações do ser e as decepções do caminho sejam motivadores de crescimento, de aprendizado. Quando pensamos 'sonhar demais' ou 'sentir demais', vale considerar que o sonho e o sentir compõem a tentativa de definição que buscamos a vida toda. Há tanto para ser visto e vivido, por que não ousar? Mas a ousadia traz benefício quando almejamos o que nos é devido, algo que só descobrimos se abandonamos o egoísmo e o orgulho...
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Caçador de Mim
Música e letra: Sérgio Magrão e Luis Carlos Sá (1980)
Interpretação: Milton Nascimento